• Leura Dalla Riva

AGRICULTURA MODERNA CAPITALISTA E PREDATÓRIA

Atualizado: Mai 14

O relacionamento entre seres humanos e natureza restou profundamente modificado a partir do avanço do capitalismo que acarretou a industrialização da agricultura que modificou severamente os modelos de produção até então existentes e substituiu as formas de cultivo tradicionais camponesas.


Esse modelo de agricultura capitalista se caracteriza pelo manejo dos recursos naturais de forma a artificializar os ecossistemas, levando à simplificação da estrutura ambiental em grandes áreas, afetando a biodiversidade de diversas maneiras, especialmente em razão do uso extenso de monoculturas que substituem a grande diversidade biológica natural por um número reduzido e vulnerável de espécies (ALTIERI, 2012).


Além de afetar a diversidade biológica, esse modelo afeta severamente a própria fertilidade do solo, pois retira os nutrientes do campo e não os devolve.


Aliás, foi esse esgotamento do solo ocasionado pelo modelo de agricultura capitalista no século XIX, como expôs o químico Justus von Libieg (FOSTER, 2005), que serviu como justificativa para implementação da política capitalista de “modernização” imposta pela revolução verde que, como tem se mostrado, não resolve o problema dos campos com eficiência, pelo contrário, cria ainda mais problemas ambientais.


Dentre esses problemas, vem se mostrando cada vez mais séria a perda de espécies importantíssimas para a própria produção agrícola, a exemplo das abelhas.


REFERÊNCIAS


ALTIERI, Miguel. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. 3. ed. São Paulo: Expressão Popular, Rio de Janeiro: AS-PTA, 2012.


FOSTER, John Bellamy. A Ecologia de Marx: materialismo e natureza. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.



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